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Enviado por Rafael Velame - 19.7.2010 | 13h50m
Crônicas Apissianas 2010 – Série D – Suassunianas I

Ao escrever esta peça, onde combate o mundanismo, praga de sua igreja, o autor quis ser representado por um palhaço, para indicar que sabe, mais do que ninguém, que sua lama é um velho catre, cheio de insensatez e de solércia. Ele não tinha o direito de tocar nesse tema, mas ousou fazê-lo, baseado no espírito popular de sua gente, porque acredita que esse povo sofre, é um povo e tem direito a certas intimidades (Ariano Susassuna, in: Auto da Compadecida. 1957. p.23-24).

Após um intervalo em que compromissos profissionais, falta de inspiração e baixo estímulo conjugados bloquearam essa minha cisma de escrita, eis que num fim de semana morno retomamos o vício, e, ao ouvir, entre chiados e barulhos das ondas do rádio, a narrativa homérica vinda dos confins do Agreste pernambucano, resolvemos nos por à lida outra vez.
Sempre acreditei que Feira têm duas cidades irmãs: Campina Grande e Caruaru. Alguns dizem que têm outra, Aracaju, mas não acho. Aracaju é, no máximo, aquela prima burguesinha do litoral que vem visitar os parentes no interior e fica se gabando do mar, dos colares (como aquela belíssima ponte estaiada ligando o centro à Atalaia Velha, o novo cartão postal da capital sergipana), dos shoppings, etc. De fato, Aracaju, apesar de muitas coisas em comum, como o mercado, as comidas e as gentes, não nasceu no Agreste. Não está na porta do Sertão. Pelo contrário, se debruça sobre os rios e mares e prefere água de coco à água de moringa. Campina e Caruaru, não. Distância semelhante das capitais (entre 100 e 150 km), tamanho semelhante, histórico de crescimento idem, já que cumprem a função de primeiro receber os retirantes que saem do Sertão com destino à capital. Foram, para muitos, o primeiro contato com a urbe. No caso de Campina, pelo fato de João Pessoa ser pequena também, chega a rivalizar com a prima litorânea. Já Caruaru empata mais com Feira, como dimensão urbana.
Quis o destino que essas três cidades irmãs, e mais a prima bonitinha do litoral, se envolvessem nesse embate de proporções Suassunianas. Sim amigos, ao contrário do ano passado, quando o Flu teve que se aventurar por paragens estranhas como Macaé e Vila Velha, esse ano a CBF nos premiou com paisagens mais caras ao nosso Ápis. O grupo do Flu na Série D envolve o Treze de Campina Grande, o Central de Caruaru e o River Plate(?) de Sergipe, que manda seus jogos em Aracaju. Diria que temos então um torneio dentro do outro. Um campeonato do Agreste Nordestino. Dois seguirão adiante. Um deles há de ser o Touro Incantado e Aruá.
Sim, pois, acostumado com veredas, lajedos da caatinga, mas também conhecedor dos olhos d´água e da brisa fresca do litoral, nosso touro iniciou sua epopéia Suassuniana desbravando o Agreste pernambucano justo na cidade que lhe tomou o epíteto de maior Feira Livre do Mundo. Tomou, aliás, não é bem o termo, pois fomos nós que entregamos de mão beijada, quando a feira de Feira foi destruída, sede de quem mata, a fauna flora a sede dessa gente nata, que sofre calada com uma grande mágoa e um nó na garganta que nunca desata, nos versos do grande Jatobá. Senhora Santana chora, sente falta da feira que no mundo afora ganhou fama, mas prefiro imaginar Caruaru como herdeira dessa nossa tradição, que insiste em se manter viva ali na Estação, na Cidade Nova, no Tomba e alhures.
Apois, seguiu nosso Touro, valente e calejado “pulas” contendas desse tal Nordestão, que tem a nós castigado com puyas cruéis em fim de jogo, mas que nos importa mais pela visibilidade do que pelo troféu. Sim, ao contrário do que divulgam por aí, claro que a grana que o clube recebeu pelo campeonato é boa, mas esse prá mim ainda é um campeonato incerto. A série D ainda é o caminho para atingirmos a estabilidade financeira na tão sonhada Série B, onde hoje brilha o ASA, por exemplo. Mas como dizia, seguiu nosso Aruá por entre essas veredas até Caruaru. Para enfrentar um Central motivado. E melhor, descrente no nosso Touro. Sim, os amigos pernambucanos dão como certa a passagem do Central e do Treze e alguns colocam o Flu como o mais fraco do grupo. Ora, ora, mal sabem eles que o Touro faz às vezes de João Grilo, o imortal símbolo da esperteza nordestina resgatado e elevado a herói por mestre Ariano Suassuna.
Assim, nosso Touro Grilo se fez de bobo e esperou a volúpia do Central, que em 20 minutos de jogo já tinha chegado três vezes e tido um gol anulado. Só que o Flu estava jogando segundo os mais modernos preceitos táticos vistos na Copa da África: duas linhas de quatro com dois avantes à frente. Fechando os espaços para sair no contra-ataque. E, se a defesa vinha falhando nos jogos do Nordestão, Ubirajara não teve dúvidas, sacou a dupla de zaga e colocou uma novinha em folha que, quando falhou, encontrou um Aloísio em tarde de Casillas. Passado o baque inicial, o Flu reorganizou os nervos e passou a executar com mais calma a tática prevista. E se não ousava mais era porque Gladystone não conseguia encostar mais em Ribinha, para articular os contra-ataques. De fato, nosso bom volante não aceitou muito bem a responsabilidade de fazer às vezes de meia, e o Flu com isso só ameaçava em bolas paradas de Sadrack. Vem o segundo tempo e o time muda um pouco a postura, ganha confiança e preenche melhor os espaços. O Flu-Grilo parece se divertir com o desespero adversário. O Central faz trocas tentando furar o esquema tricolor, mas não consegue, pois nossa frente de zaga, reforçada pelo pitbull Gil, é o Reino do príncipe do sangue do vai-e-volta (prá ficar em outro personagem suassuniano), Júnior Gaúcho, o melhor em campo depois de Aloísio. O jogo parece se encaminhar para um morno, porém lucrativo zero a zero. A rotina só é quebrada quando uma pane nos refletores faz com que as transmissões via rádio e internet caiam, deixando em polvorosa toda a torcida tricolor em Feira e no resto do mundo. Assim que a comunicação volta, ainda entre chiados, como nos velhos transistores a válvula de outrora, no entanto, o espírito de João Grilo encarna em Ribinha que numa jogada garrinchiana (vá dizer que Garrincha não era primo de João Grilo?) se livra de dois marcadores, e cruza para uma antecipação estranha de Júnior Mineiro em dia de Chicó. Isaías, goleiro do Central ainda pergunta como foi isso?
Não sei. Só sei que foi assim.
Flu, com as bênçãos da Compadecida, um a zero, aos 37 do segundo tempo.
Daí o desespero pernambucano só fez aumentar a pressão nos mais de oito mil retirantes que empurraram o Central pra cima, mas o Flu estava incantado. E mesmo o Central não conseguiu lavar o gramado com o sangue necessário para quebrar este cruel encantamento. Como diria Dom João Ferreira-Quaderna, Rei da Pedra Bonita ali no Pajeú, prá ficar em outro personagem Suassuniano.
Sim amigos, esses serão dias de uma luta fraticida. Cidades irmãs em embates homéricos. Como Atenas X Esparta. Siracusa X Corinto. Roma X Cartago. Mas também uma epopéia nordestina como tantas que já nos houve. Como Canudos, como Os Sertões e como a Pedra do Reino, de mestre Suassuna. E há de nos acabar, a nós, Taurinos Incantados, Aruás e Apissianos, como um alegre folguedo de Chicó e João Grilo, na solércia ingênua de nossos heróis macunaímicos.

Cristóvão Cordeiro – é professor, engenheiro, torcedor taurino e sabe que o nordestino é, antes de tudo, um forte.
 

 
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Enviado por Rafael Velame - 26.5.2010 | 12h23m
Organização “fantasma” assombra o Hospital da Criança

Organização “fantasma” assombra o Hospital da Criança
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Depois de contratar sem licitação um montante de R$ 624,15 milhões em 2009, quase o dobro que em 2007, o Governo Wagner, através da Sesab e do secretário Jorge Solla resolveu inovar e declarar vencedora de uma licitação no valor de R$ 83 milhões uma entidade que não existe fisicamente. Foi o que constatou a equipe do Blog do Velame após uma série de investigações sobre a organização vencedora da licitação do Hospital Estadual da Criança de Feira de Santana. De posse dos dados da CADESP obtidos através do Diário Oficial e da Receita Federal a reportagem tentou localizar, em São Paulo, a sede da organização social. Porém, o que encontrou na rua Antonio Previato nº122, bairro São Matheus, foi uma residência (VEJA FOTO) onde a moradora, que não quis se identificar, afirmou nunca ter ouvido falar na CADESP.  Em outro endereço, encontrado no decreto do município de Jacupiranga, onde a CADESP se qualificou como Organização Social, a reportagem do Blog encontrou uma clínica médica de nome IFNS (VEJA FOTO), onde uma atendente informou que não tem qualquer ligação com a CADESP, porém poderia passar o recado ao responsável pela entidade, identificado por ela como José Antonio. O Blog do Velame deixou um telefone de contato e 1 hora depois recebeu a ligação. José Antonio, que se apresentou como responsável pela CADESP foi logo explicando os laços com o IFNS. “Somos parceiros”, disse. Quando questionado que tipo de parceria mantinha com a “clinica de recados” remendou o que havia dito. “Quando precisamos de médicos recorremos a eles, porém nada oficial, não temos nenhum vínculo”, explicou.
Surpreso por estar sendo indagado sobre o assunto, José Antonio afirmou que a CADESP tem contratos em cinco prefeituras do “Vale do Ribeirão”, mas preferiu não nominá-las. Sobre o desencontro de endereços, nervoso, José Antonio não soube explicar o motivo de ter um registrado na receita federal desde 2005 e outro no documento que os qualifica como Organização Social, já que em nenhum dos dois endereços funciona a CADESP e alegou ter como sede a cidade de Jacupiranga. “Ficamos próximos ao hospital”, limitou-se a dizer.
Outra peculiaridade não explicada pelo representante da CADESP é a dificuldade em encontrar a organização através de um telefone. Em um dos números divulgados na internet pela entidade, um celular, a simpática dona do número informou que já recebeu dezenas de telefonemas de pessoas a procura da CADESP, entretanto nunca soube do que se tratava. (Ouça o telefonema). Diante dos fatos é difícil de acreditar que a CADESP, uma organização social que não tem sequer, endereço e telefone, tenha obtido, de forma isenta, nota técnica de 100 pontos durante o processo de licitação realizado pelo governo da Bahia. A licitação vencida pela CADESP já foi homologada pelo governo baiano, mas o contrato ainda não foi assinado. A inauguração do hospital está prevista para agosto. O secretário estadual de saúde Jorge Solla foi procurado para comentar o assunto, mas em seu gabinete fomos informados que ele não poderia atender.

 

 
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Enviado por Rafael Velame - 11.5.2010 | 22h55m
A nova “Era Dunga”?

Por Rafael Velame

Voltemos a 1958, época a qual eu não vivi e que habita a lembranças dos meus amigos mais experientes - para não dizer velhos – e, claro, dos eternos contadores de história: os livros.
Neste exato ano, o presidente era Juscelino Kubitschek, o homem não tinha ido à Lua e não existia Internet. Há exatos cinqüenta e dois anos atrás, um homem chamado Feola ex-jogador e então treinador da seleção brasileira com certeza sentiu na pele a pressão de convocar um time de heróis que trariam para o Brasil a tão almejada Taça do Mundo. Obviamente, a pressão sofrida por Feola foi bem menor, devido às limitações dos meios de comunicação e tantas outras felicidades que motivavam os brasileiros naquele instante, como o fim da Era Vargas. 

Contudo, com bastante personalidade e certeza, o técnico não pensou duas vezes em atender o apelo popular do momento: convocar um “neguinho” que estava “comendo a bola” no Santos. O nome dele? Pelé. Diz a lenda, que quando foi convocado para a Copa de 1958, Pelé ainda não era um jogador consagrado, mas também não era um mero desconhecido. A decisão foi difícil, mas a comissão técnica da seleção brasileira fez a opção certa: convocou o santista e o final desta história qualquer brasileiro sabe: uma sensacional vitória na contra a Suécia, com um placar de 5 a 2 jamais antes visto numa decisão de Copa do Mundo. Uma das mehores partes dessa festa, sem dúvidas, foi o show de Pelé.

Toda esta “contextualização” foi para fundamentar minha revolta com a falta de sensibilidade e porque não de inteligência do birrento Dunga. O técnico da seleção brasileira contrariou mais de 190 milhões de torcedores ao deixar de fora da Copa do Mundo as duas maiores promessas do futebol brasileiro nos últimos anos: Neymar e P. H.Ganso. Isso sem falar no talentoso Ronaldinho Gaúcho, também esquecido por Dunga. Acredito que este último, na verdade, nunca foi digerido por Dunga, humilhado pelo jovem atacante, na época jogador do Grêmio. (veja o vídeo) 

Voltemos a justificativa do Dunga. Ele argumentou que falta de experiência influencia no desempenho dos jogadores. “A história na seleção demonstra que jogadores sem experiência que foram à Copa do Mundo não deram muito certo”, alegou o treinador durante a coletiva de imprensa. Como assim senhor anão da Branca de neve? E Pelé (1958), Ronaldo (1994) e Kaká (2002)?  

Na mesma coletiva, Dunga cobrou comprometimento, atitude e paixão aos jogadores convocados.  Porém, esqueceu de passar esses sentimentos para a torcida brasileira, que visivelmente ficou desmotivada após ver  Grafitte, Josué, Ramires, Julio Baptista e Kleberson os representando na Copa. Não que os jogadores citados acima não tenham qualidade para jogar um mundial, mas é evidente a superioridade de Ganso, Neymar e Ronaldinho Gaúcho, jogadores que podem a qualquer momento decidir uma partida com lance genial. A justificativa de Dunga não satisfaz. Se der certo, sorte dele e nossa. Se não, azar dele. Enfim, sejamos todos bem vindos de volta a ranzinza “Era Dunga”.

 

 
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