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Enviado por Rafael Velame - 19.7.2011 | 22h39m
Kelly e Chico: analogias e disparidades

Por Daniele Britto*

No dia 19 de fevereiro de 2008, aos 77 anos, Francisco José P. dos Santos morreu no hospital São Rafael em Salvador vítima de uma infecção agravada pelo câncer. Alguns jornais, inclusive de circulação nacional, noticiaram o fato mas, a repercussão entre os leitores, espectadores e internautas – principalmente os que tinham menos de 30 anos à época – foi pouca. Francisco foi um cara bacana. Era um advogado que já foi vereador, deputado e que marcou a história de Feira de Santana e do Brasil de forma positiva e corajosa.

Hoje, 19 de julho de 2011, faz um dia que Kelly Sales foi enterrada, após uma morte brutal. Com facadas e tiros, alguém ainda não identificado tirou a vida desta jovem que não tinha uma fama muito boa. Apelidada carinhosamente de “Dama do Pó”, o maior mérito de Kelly talvez tenha sido apoiar com fervor a MPPB (Música Popular Pagodística Baiana). Kelly tinha planos. Sua vida de contravenção e más companhias estava direcionando-a para um lugar onde há muitos iguais a ela: a vida política. Pena que jamais poderemos saber qual o partido a receberia de braços e bolsos abertos.

Qual o motivo de tanta repercussão e comoção (sim, muita gente foi solidária e comoveu-se com o assassinato) em relação à morte de Kelly? Esta é uma explicação sociológica, que seria melhor dada por profissionais da área, mas que pode ser enxergada se realizarmos cinco minutos de reflexão sobre o caso. Kelly “Cyclone” (Cyclone não é uma referência ao comportamento intempestivo da defunta, mas uma marca de roupa e acessórios muito popular entre as classes D/E) era desbocada, usava drogas e adorava exibir o seu corpo em fotos. Isso soa familiar? Volte a ler a frase anterior e substitua o nome Kelly Cyclone por “RemyMa”, “MileyCyrus” (a Hannah Montana), “Britney Spears” ou “Lady Gaga”. Agora, adicione o irresponsávelsensacionalismo da imprensa na sua abordagem e aceite que bandas como A Bronkka que tem versos doces como “Surubão, surubão, surubão é na palma da mão” formam a opinião das classes baixas, que veem estes grupos como redentores da sua miséria. Uma pequena parte da história tá explicada.

Francisco dos Santos já teve sua notoriedade. Em um questionamento rápido a quatro profissionais de terceiro grau, feirenses, apenas um conhecia a história do Francisco. Mas, hoje, com a liberdade, a velocidade com que circulam as informações e a questionável inclusão digital, agora é a vez de Kelly Sales, Kelly Cyclone ou Kelly Doçura, como preferirem, ser conhecida. Francisco talvez tenha errado na escolha do seu “nome de guerra”: Chico Pinto. Meigo demais diante da frase que descreve a falecida moça em um dos seus 10 perfis lotados na rede social Orkut: “Eu vivo na orgia porque amor é só de mãe”.

*Daniele Britto é jornalista e colunista do Blog do Velame.

Twitter: @danielebritto 

 
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Enviado por Rafael Velame - 28.5.2011 | 7h11m
A cara de quem?

Por Daniele Britto*

O mundo, por mais previsível e redondo que seja ainda consegue me surpreender. Melhor, consegue me intrigar com perguntas sem resposta.

Diante de tantos escândalos que envolvem corrupção na nossa cidade e em todo país, me consola saber que esta mazela atinge outros espaços geográficos, como a Índia. Não que a corrupção seja
justificada aqui ou lá. Inclusive, na Índia, a coisa é menos velada. Li isso na National Geographic desse mês. E cismei com um fato.

A Índia é um país com muitos corruptos e isso incomoda uma parte da população de lá. Então, pacificamente, foi criada uma campanha caricata de combate à corrupção. Um grupo chamado “O Quinto Pilar” liderado por um tal Vijay Anand, começou a imprimir notas de zero rupias. Desde 2007 o grupo já distribuiu 1,3 milhões destas notas. O dinheiro que tem a o rosto do líder Gandhi estampado na sua impressão são maiores que as correntes e também possuem um papel mais grosso, dificultando a dobragem da nota pois, na Índia, a entrega de dinheiro dobrado é um modo habitual de pagar subornos.

Aqui já vimos propina em mala, cueca, meia... estamos um pouco à frente da Índia no quesito malandragem. Entretanto, eles têm Gandhi, um líder mais político do que religioso pra estampar a nota. E nós, temos alguém dentro da história da nossa política local e nacional que possa ser motivo de vergonha e reflexão nesta sutil tentativa de exterminar a corrupção?

*Daniele Britto é jornalista.

 
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Enviado por Rafael Velame - 8.5.2011 | 16h13m
O efeito do afeto

Por Daniele Britto*

Um dia como tantos outros, Cristo, o maior sábio que já viveu – na minha opinião – falava à multidão através de parábolas que também, na minha opinião, é a maior liberdade que se pode dar a um indivíduo para que o mesmo faça juízo ou reflita sobre algo.

E lá estava Jesus, sentado no meio do povo, contando uma história não muito diferente das que ouvimos hoje: um homem plantou uma vinha que arrendara a lavradores com o intuito destes lhes devolverem a parte que lhe era devida no final da colheita. Porém, os lavradores tomados por uma ganância sem igual, feriram e mataram alguns dos funcionários do homem que foram fazer as cobranças da parte dos frutos. Nem seu filho foi poupado, restando-lhe nada além da morte.

Enquanto falava, Cristo percebera que naquele lugar pessoas estavam incomodadas com a sua fala, pois, a parábola feria a reputação de alguns homens que ali estavam. Porém, como estes não possuíam poder de argumentação, chamaram os instruídos fariseus para afrontar o Cristo e tentar pegar o mesmo em contradição, mais popularmente conhecido como a “boca na botija”. E a ele cinicamente perguntaram: “Mestre, sabemos que és homem de verdade, e de ninguém se te dá, porque não olhas à aparência dos homens, antes com verdade ensinas o caminho de Deus; é lícito dar o tributo a César, ou não? Daremos, ou não daremos?”

Cristo, então, conhecendo hipocrisia dos arguidores, disse-lhes: Por que me tentais? Trazei-me uma moeda, para que a veja. E eles trouxeram. Então Jesus replicou: De quem é esta imagem e inscrição? E eles lhe responderam: De César. Cristo finalizou com a seguinte conclusão: Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.

Creio que o nosso César hoje chama-se Constituição Federal, a qual nos resguarda direitos e deveres perante o Estado e a sociedade. E é justamente o Supremo Tribunal federal que tem o dever de respeitar e proteger a Constituição.

Em 1916, o Código Civil que regia a nossa vida social era extremamente patrimonialista, ou seja: a união entre duas pessoas era pouco além da soma de patrimônios que era transmitida à prole por gerações e gerações. O casamento só existia para acumular bens. Creio que esta seja uma herança feudal ou algo do gênero.

Porém, assim como a nossa sociedade, o conceito de família evoluiu e começou a olhar as partes individualmente, valorizando a dignidade a ética e acreditem, o subjetivo afeto.
E é este afeto que a nosa lei exalta e vê como uma construção cultural e único motivo para que pessoas vivam juntas e constituam família. Para Maria Berenice Dias, especialista em direito homoafetivo, o amor está para o direito de família assim como o acordo de vontades está para o direito dos contratos.

Me frusta ver nas mídias sociais o quanto foi distorcida esta decisão histórica a favor da união estável entre homossexuais. Esta posição do judiciário que mudará para sempre a história dos nossos tribunais e sociedade parece ser nada mais do que a vitória de uma rixa entre colegiais que brigam pelo lanche do recreio.

Reclamamos que o judiciário é atrofiado e cheio de rococós. Quando o Estado se manifesta LEGALMENTE observando as mudanças da sociedade, voltamos em uma máquina do tempo escancalhada para arguir novamente e hipocritamente o Cristo e transformamos lei em fé, que nada mais é do que uma escolha individual e não coletiva.

Espanta-me ver os grupos e indivíduos que defendem os homoafetivos alimentarem esta celeuma de “vencedores e perdedores,” ao invés de pegarem o embalo e lutarem pela tantas outras minorias que compõe o nosso todo. A luta, meus caros (e caras), está longe de acabar. Um cisma agora é retrocesso.

Se eu pudesse entrar nesta máquina do tempo e estar ali ao lado de Cristo durante o seu discurso, pediria a ele um pouco da saliva que curou aquele cego de Betsaída, para que nos fizesse abrir os olhos e ver além do óbvio. Pediria a ele também uma dose extra de AMOR, esta unanimidade que está nas linhas da Carta Magna e na fé, mas que parece estar perdida dentro de nós.

*Daniele Britto é jornalista

 
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