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Enviado por Rafael Velame - 9.7.2012 | 11h33m
“Vou colocar o dedo na ferida que os outros candidatos fingem não existir”, diz candidato do PSOL

O Blog do Velame entrevistou o “quarto” candidato a  prefeito de Feira de Santana. Muito se fala em Tarcízio Pimenta (PDT), Zé Neto (PT) e José Ronaldo (DEM), mas o candidato do PSOL, Jhonatas Monteiro também se diz apto a assumir a prefeitura de Feira. “Nós estaremos presentes, como sempre fazem as candidaturas socialistas, para qualificar o debate e muitas vezes “colocar o dedo na ferida” que os outros candidatos fingem não existir”, disse. 

 
 
1 - Qual principal bandeira do PSOL nesta eleição?
 
JM- A principal bandeira do PSOL é “desprivatizar” a política de Feira de Santana, ou seja, fazer com que o debate político da cidade não se resuma a essa “pequena política” que vemos a décadas: grupos políticos que se alternam no poder deixando de lado os interesses da maioria da população feirense, como é perceptível na absurda situação do transporte coletivo no município. Dessa forma, pretendo afirmar na campanha que um projeto democrático e popular para Feira, que priorize a maioria em sua diversidade, é não só necessário como possível.
 
2 -  Por que resolveu se lançar candidato pelo PSOL?
 
JM - O nosso partido é de esquerda e, mais que isso, reivindica o socialismo como uma alternativa de sociedade, o que implica também que o método de decisão política deve ser diferente daquele utilizado nos partidos da “velha política”. Nestes últimos, no geral, as pessoas se candidatam por conveniência pessoal e interesse dos seus financiadores. No nosso caso, a deliberação de uma candidatura é coletiva, baseada na coerência da trajetória pessoal com o projeto a ser defendido nas eleições. Foi nesse sentido que os companheiros e companheiras deliberaram pelo meu nome para representar uma alternativa em outubro.
 
3 -  Jhonatas: defina-se?
 
JM - Alguém que por ter crescido onde cresci, a Queimadinha, transformou a convivência com a injustiça social em motivação para atuação política socialista.
 
4 -  Qual avaliação que você faz sobre os outros três candidatos, Zé Neto, Zé Ronaldo e Tarcízio?
 
JM - Creio que nenhum dos três foge às práticas costumeiras da “velha política” que domina o município, como é possível perceber de maneira evidente na discussão sobre as coligações de cada um deles: em nenhum dos casos, a escolha dos apoios se deu por questões político-ideológicas ou alternativas para os grandes problemas de Feira, mas apenas pelo tempo de TV, pelo número de cabos eleitorais, pelo dinheiro que esse ou aquele trará para a campanha, pelos cargos que ganharão, entre outras barganhas. É difícil imaginar que candidatos tão viciados possam trazer, sob uma perspectiva democrática e popular, qualquer novidade.
 
5 -  Como o seu partido tem pouco tempo de tv, você acredita que os debates serão a melhor maneira de se apresentar aos eleitores?
 
JM - Sem dúvida, os debates entre os candidatos são momentos privilegiados para que os eleitores compreendam, se não as propostas, ao menos a postura de cada um deles. Assim, esperamos que os outros candidatos não fujam dos debates organizados pela sociedade e meios de comunicação. Nós estaremos presentes, como sempre fazem as candidaturas socialistas, para qualificar o debate e muitas vezes “colocar o dedo na ferida” que os outros candidatos fingem não existir. Contudo, esperamos fazer uma campanha bastante sintonizada com a colaboração direta dos eleitores através das redes sociais e, é claro, também teremos atividade de corpo a corpo com a população.
 
6 -  Como você vê o tratamento que o governo estadual tem dado aos professores grevistas?
 
JM - Como o pior possível. Afinal, a reivindicação do professorado é mais que justa: ela é plenamente legal já que o piso é previsto em lei e o seu reajuste também é regulamentado legalmente. O líder do governo, o deputado Zé Neto, tem se sujeitado a defender o indefensável: sem qualquer abertura séria das contas estaduais, dizer que o governo não pode pagar! O curioso é que outros estados que passaram pela mesma dificuldade alegada pelo governo Wagner abriram suas contas para receber complementação do MEC, algo previsto na própria lei do piso salarial. No entanto, a posição do governo Wagner é a mesma que se viu no caso da também legítima greve dos policiais militares: primeiro fingir que o problema não existe, depois iniciar uma série de retaliações sobre a categoria e, em paralelo, tentar desinformar sistematicamente a população para jogá-la contra os grevistas. Como bem sei, enquanto professor em greve, a posição do governo nunca foi nem parecida com “diálogo”, uma vez que a negociação está suspensa e Wagner tenta “derrotar” a greve através da opinião pública mesmo ao custo do sacrifício dos alunos e do professorado.
 
 
7 -  Na sua opinião qual o maior problema atualmente da cidade de Feira de Santana e como você combateria, caso eleito?
 
JM - Se for na perspectiva estrutural, a principal questão de Feira de Santana é inexistência de um planejamento democrático que ordene o desenvolvimento do município em consonância com as necessidades populares, articulando os aspectos essenciais de mobilidade, habitação, meio ambiente e infra-estrutura de serviços. Como é de amplo conhecimento público, a inexistência de um plano diretor se deve ao perfil autoritário da gestão de Zé Ronaldo, que tentou impor sobre a sociedade um PDDU que descumpria os requisitos legais mínimos de participação popular. O resultado prático é que, felizmente, esse plano absurdo foi embargado, mas a gestão de Tarcízio Pimenta apenas empurrou “com a barriga” o problema e nesse meio tempo vários problemas do município se agravaram. Nesse caso, uma solução simples seria a elaboração, com ampla participação da sociedade civil, de um plano diretor que atendesse a uma série de dispositivos democratizantes já previstos no Estatuto da Cidade e que dialogasse genuinamente com a perspectiva que a cidade é da maioria que a constrói com seu trabalho. Porém, do ponto de vista da vivência mais imediata do povo, é verdade que o transporte coletivo é o problema mais agudo de Feira porque a má qualidade do serviço afeta a própria dinâmica econômica municipal, sobrecarrega ainda mais o orçamento das famílias trabalhadoras e restringe a vida cultural ao negar a circulação democrática das pessoas pela sua própria cidade. Assim uma prioridade de governo seria um conjunto de medidas para resolver essa situação: revisar os termos do contrato com as empresas, baixar imediatamente a tarifa que é injustificada, dobrar a frota, informatizar o sistema de horários e linhas, redesenhar as linhas no sentido bairro-bairro, criar integração temporal e entre os modais, democratizar a composição do conselho municipal estão entre as principais soluções de curto e médio prazo. Por sua vez, é necessário também estimular a mobilidade não motorizada através de uma política sistemática de passarelas, calçadões, ciclovias e ciclofaixas entre outras medidas. As metas e mecanismos de melhoria da mobilidade seriam consubstanciados em um plano municipal de mobilidade, instrumento já previsto em legislação federal. Mas é claro, que pensando o município de maneira integrada, outras questões também são prioritárias porque interferem diretamente na qualidade de vida da população, como é o caso da saúde ou da política cultural.
 
8 -  É a favor da legalização do aborto e da maconha?
 
JM - Essas questões remetem ao debate nacional de democratização da sociedade brasileira, mas é importante que também apareçam nas discussões locais para dirimir preconceitos. Programaticamente o PSOL defende a legalização de ambos, embora por serem questões de natureza diversas envolvem justificativas também diferentes. O aborto não deve ser criminalizado e considerado prática ilegal, pois isso acarreta anualmente a morte ou sequelas físicas e psíquicas graves para milhares de mulheres pela ausência de atendimento adequado de saúde para essa situação. Além disso, há também o direito da mulher sobre o próprio corpo, aspecto fundamental de qualquer regime democrático efetivo. Por sua vez, a legalização da maconha se relaciona com o enfraquecimento do poder do tráfico de drogas sobre uma substância de amplo consumo social, o combate ao uso do proibicionismo como justificativa para a repressão seletiva sobre jovens pobres, especialmente negros, e também o direito de escolha do cidadão sobre seus estados de consciência. Em ambos os casos, não se trata de uma “apologia”, como habitualmente se tenta desqualificar, mas do reconhecimento que não se abole práticas sociais “por decreto” e que a proibição como política pública geralmente fracassa porque, via de regra, se baseia mais estereótipos do que em compreensão da realidade. Não à toa, até políticos conservadores, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, reconhecem que a estratégia internacional adotada em diversos países de “guerra às drogas” fracassou justamente por isso.
 
 
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Enviado por Rafael Velame - 15.9.2011 | 13h22m
“Este é o meu sonho”, diz Carlos Geilson sobre vontade de ser prefeito

“Este é o meu sonho”, diz Carlos Geilson sobre vontade de ser prefeito

Mesmo em seu primeiro mandato, o deputado estadual Carlos Geilson (PTN) vem se destacando pelo intenso trabalho na Assembleia Legislativa da Bahia. O radialista tem a sua atuação parlamentar nas comissões de, Constituição e Justiça, de Promoção da Igualdade e Educação, Cultura , Ciência e Tecnologia e vem se notabilizando à frente de bandeiras como o combate a privatização das estradas baianas. Em entrevista ao Blog do Velame, o deputado falou sobre os oito meses de mandato, fez ácidas críticas ao governo Wagner e revelou o sonho de ser prefeito de Feira de Santana.  

Blog do Velame - Que avaliação o sr. faz desses primeiros oito meses de mandato como deputado estadual?
Carlos Geilson– Faço uma avaliação muito positiva porque pude ver como funciona o Poder Legislativo em todas as suas nuances e dificuldades e porque às vezes o deputado não consegue colocar suas idéias em prática devido aos limites que nos são impostos como o de não apresentar projetos que representem despesas para o Executivo. Temos muitas idéias que estão em consonância com os anseios da sociedade, mas esbarramos nessas limitações. Mas o que ouço dos deputados mais antigos na Casa, este tem sido um dos períodos mais produtivos, batendo recorde na Assembleia. Fico feliz em saber que, com tantos deputados novos, a Assembleia tem avançado em todos os sentidos, com as Comissões Permanentes e Provisórias funcionando, os debates acontecendo e os projetos sendo aprovados. Confesso até que não imaginava que um deputado trabalhasse tanto. Eu que sou membro da Comissão de Constituição e Justiça já dei parecer em cerca de 40 projetos nesse primeiro semestre. E quem está de fora não tem noção do trabalho e das responsabilidades de um parlamentar, porque tratamos de questões que mexem com a vida de milhares de pessoas e aí é necessário que a população veja naquele político o seu representante e não apenas um agente que defenda apenas os interesses pessoais ou partidários. Mas esse volume de trabalho foi uma grata surpresa porque, na medida em que o político trabalha muito é positivo. Temos o trabalho no Parlamento,com as sessões ordinárias, as especiais, a atuação nas Comissões. Além disso, temos que dar assistência às bases, as comunidades onde foi votado. Não é fácil conciliar o trabalho de um bom tribuno, com a assistência às bases e a articulação de bastidores.

O sr. Falou que nunca se votou tanto quanto nessa legislatura, entretanto os deputados reclamam que os projetos de iniciativa dos parlamentares não são votados. Como o sr. vê essa situação?

CG – Para você ter idéia, já dei parecer em cerca de 40 projetos, e temos outros deputados que também devem ter avaliado um número igual ou superior de proposições, no âmbito das Comissões. Mas essas matérias ainda não chegaram ao plenário para ser apreciada. Essa é uma reclamação da Casa, de que os projetos de iniciativa dos deputados não são votados. É algo que foge ao nosso controle, pois, nas comissões damos celeridade a tramitação, aprovando ou rejeitando o projeto. Se for rejeitado, ele é arquivado, mas sendo aprovado o projeto segue a tramitação normal, passando, quando necessário por outras comissões até chegar ao plenário. Agora, porque essas matérias ‘dormem’ nas outras comissões, não sei responder. Mas o sentimento da Casa, que não é de agora, é que os projetos dos deputados não são votados. Votamos apenas aquelas iniciativas mais corriqueiras como títulos de cidadania, de utilidade pública, propostas sem maiores consequências.

Agora, contraditoriamente os projetos do Executivo são aprovados em regime de urgência urgentíssima...
CG –É verdade. Como o governo tem maioria na Casa, esses projetos chegam na Assembleia e o líder pede a tramitação em regime de urgência urgentíssima, dando celeridade ao processo. Com isso, menos o governo sangra, menos a população debate. Essa é uma prática usual ao Legislativo em todo o país. Todo projeto impopular, que gere prejuízos à imagem do Executivo é aprovado de forma muito rápida, inviabilizando o debate e uma maior participação popular. Esse foi o caso do projeto de mudanças no Plano de Saúde dos Servidores Públicos Estaduais (Planserv): a matéria chegou numa terça-feira, no dia seguinte foi aprovada a tramitação da proposta em regime de urgência e tivemos apenas um dia para apresentar emendas a um projeto que mexe com todo o funcionalismo público do Estado da Bahia nas suas relações com o plano de saúde. O governo passa o ‘rolo compressor’ sobre a Oposição, enquanto essa deveria ser uma matéria que deveria ser debatida para que pudéssemos entender tanto a posição do governo, quanto a dos servidores

Mas essa forma de agir não vai de encontro com a transparência, republicanismo e democracia que o governo alega ser?

CG – Esse é um marketing do governo mas, na prática, não vejo diferença com os governos que passaram. Essa é uma prática comum àqueles que querem imprimir a sua marca com muita força e imposição. Existem dois discursos: um para o grande público e o que conhecemos na prática, como o governo tenta impor a sua vontade, seu ponto de vista de forma totalitária e arbitrária.

Quais os principais projetos e indicações que o sr. apresentou nesses primeiros oito meses?
CG – Meu primeiro projeto é o que torna obrigatório a execução do Hino ao Dois de Julho nas escolas da rede estadual, que está nas mãos do relator Nelson Leal. O governo do Estado oficializou esse como o Hino da Bahia e o meu sentimento é que pouca gente o conhece. E, uma forma de difundir o Hino é fazer com que as escolas, pelo menos uma vez no mês, pudesse executá-lo antes da aula para que os estudantes conhecessem mais a obra, a história do Estado, a história libertária da Bahia e que resgata o povo na sua autoestima. Uma outra matéria obrigava a instalação de sinalizadores em braile nos órgãos públicos para facilitar a vida dos deficientes visuais. Mas essa matérias, infelizmente foi rejeitada porque o relator, deputado Joseildo Ramos (PT) considerou que haveria despesas para o Estado. Não se levou em conta a importância de uma matéria como esta para os deficientes visuais, apenas que ela geraria despesas, sendo considerada inconstitucional. Apresentei um projeto acabando com a obrigatoriedade da autenticação de documentos ser fornecida apenas por cartórios. Nesse caso, os documentos seriam autenticados por qualquer servidor público no ato de seu recebimento. O servidor tem fé pública e essa matéria já é prevista no Código Civil, faltando apenas uma regulamentação estadual. Poríamos fim as filas nos cartórios e agilizaríamos os serviços. Mas a autenticação cartorial ainda é uma fonte de renda para os cartórios. E o cartório não atesta a veracidade do documento, apenas se ele confere com o original, e isso pode ser feito a qualquer momento por qualquer servidor público no recebimento de documentação. Essa ação diminui custo, poupa tempo e contribui para a desburocratização.  Apresentei ainda a indicação ao governo do estado para a criação da Região Metropolitana de Feira de Santana, outra cobrando melhorias na BR-324 depois da privatização, entre outras. Atualmente tenho outros dois projetos que devo apresentar neste mês de setembro.

O sr. é radialista e está deputado. Há alguma incompatibilidade entre essas duas funções?
CG – A incompatibilidade é apenas de tempo e das dificuldades, porque o Parlamento é em Salvador e tenho que vir todos os dias para Feira de Santana. Como radialista, sou o profissional Carlos Geilson que abre os microfones a todas as matizes ideológicas, a todos os pensamentos e que dou voz e vez a todo cidadão. É uma profissão que me realiza, estou há 33 anos nessa vida. Obviamente que às vezes o radialista fala e as pessoas acham que é a palavra do deputado. Mas procuro passar aos ouvintes que uma coisa é o pensamento do deputado e outra coisa são as ações do radialista, é o cidadão falando. Outra coisa é o parlamentar na investidura do cargo.

O sr. teve uma atuação destacada na votação do Planserv, mas o projeto terminou sendo aprovado. O voto contrário a matéria foi a melhor solução?
CG –Acho que assumimos a melhor posição, pois mostramos ao servidor que ele foi engabelado ao adquirir um produto que não recebeu. O governo do Estado fez campanha alicerçada no servidor público e agora deu um golpe nos servidores ao limitar seu acesso ao Planserv. Quando se fala de emenda, apresentei seis sugestões, mas após ouvir os servidores retirei cinco porque não atendiam aos interesses do funcionalismo e mantive a que liberava a utilização ilimitada do plano nos casos de urgência e emergência. Não podemos dizer quando alguém vai quebrar umpé, levar um tiro, ou sofrer um acidente. Porém, o governo negou essa emenda. Com relação ao meu voto, acredito que não deve haver limitação na utilização do Planserv. Esse plano é uma conquista do servidor, agora com uso restringido pelo estado.


Mas o governo alega que 5% dos servidores estavam fraudando o Planserv...
CG – O governo deveria fazer auditorias, tem meios para detectar se a fraude parte das clínicas e hospitais conveniados, se parte dos servidores e punir os fraudadores. Não pode 5% limitar o acesso de 95%. O que acho um absurdo, inaceitável foi a maneira como o governo fez essa matéria tramitar no Legislativo, Daí o meu protesto veemente, duro contra a aprovação desta matéria.

Outra questão são suas críticas contra a privatização das rodovias federais, como a BR-324 (salvador-Feira) e das estaduais, as BAs. A privatização não veio beneficiar os usuários?
CG – A situação é ruim porque o governo privatizou, no caso da BR-324, a Via Bahia não efetuou os melhoramentos, passou a cobrar o pedágio e o que se adquire com o dinheiro arrecadado, o cidadão está mantendo os pequenos reparos que estão sendo feitos: um serviço de tapa-buracos muito ruim e roçagem. Por isso tenho sido um duro crítico contra essa forma de privatização do atual governo tanto federal quanto estadual. E no caso das rodovias estaduais, o atual governador, no passado, quando era deputado federal foi um ferrenho crítico da privatização da Linha Verde. Hoje temos 13 praças de pedágio. Para entrar ou sair da capital só pagando pedágio e justamente quem dirige o Estado era, em 2001, muito enfático, muito crítico contra a privatização das rodovias estaduais.

O sr. foi votado majoritariamente na região de Feira de Santana. Quais os setores que o governo do Estado precisa dar mais atenção aqui em feira de Santana e região?
CG –Aqui a Segurança pública vai mal. Lamentamos o aumento do tráfico de drogas, sem respectivo combate intenso; o Presídio Regional de Feira de Santana está em situação precária, com guaritas abandonadas, a introdução de drogas e celulares; o aumento do número de homicídios. Na área de Saúde, vemos o Hospital Geral Clériston Andrade (HCA) superlotado e por mais que o governo faça investimentos, a estrutura exauriu, por isso tenho defendido a construção de um novo hospital regional para Feira de Santana e manteríamos o HCA como hospital geral; temos deficiências no Hospital da Criança que, com aquela estrutura nababesca, utiliza apenas 30% de sua capacidade. Na Educação, tivemos um corte inaceitável das verbas para a Universidade Estadual (UEFS) para um governo que tem dito que educação é sua prioridades; não vemos a construção, ampliação ou recuperação da rede estadual de Educação em Feira de Santana. Em infraestrutura não sinto a presença do governo, a não ser as fábricas que querem se instalar em Feira de Santana e não encontram espaço. Empresários, a sociedade e os representantes locais pedem a ampliação do Centro Indistrial de Subaé (CIS), ou a criação do Centro industrial Subaé Norte ou a criação do Centro Industrial Metropolitano de Feira de Santana. O que temos de fato são muitas fábricas querendo se instalar em Feira de Santana e a cidade perdendo investimentos importantes.

Outra questão aqui de Feira é que a cidade tem crescido e a Câmara de Vereadores não tem acompanhado esse crescimento. Como o sr. vê essa questão?
CG – Feira pode ter até 25 vereadores. Atualmente tem 21. Acredito que 23 vereadores, um número intermediário, é um número bom. Defendo muito a atuação dos vereadores, das Câmaras Municipais. É o vereador que está mais próximo do povo, que é o mais cobrado, quem tem a missão mais espinhosa. Todo parlamentar tem, mas o vereador é quem recebe a manifestação de insatisfação primeira da sociedade. Ele é um agente público da maior importância. Mas sinto que há uma reação da própria Câmara contra esse crescimento. Acho que não vão acatar nem o crescimento para 23 vereadores porque alguns defendem que, com o aumento, eles vão perder alguns benefícios porque a Câmara aumenta, mas os recursos permanecem o mesmo. Tanto faz ter 21, 23 ou 25 vereadores. Os repasses da prefeitura para o legislativo permanecerão os mesmos. E quem tem chances de retornar acha melhor manter os 21 vereadores a perder benefícios.

Como deputado mais votado de Feira de Santana, o sr. já pensa numa candidatura a prefeito da cidade?
CG – Este é o meu sonho, não sei se para agora em 2012. Aprendi que em política, é preciso paciência e cumprir acordos. Graças a Deus tenho paciência e honro com a minha palavra. Então esse é meio caminho andado, não sei se para 2012. Contudo, no momento certo tenho esperança de que vou sentar na cadeira de prefeito. Penso que ser prefeito de Feira seria o coroamento de uma carreira política de qualquer cidadão que vive na cidade, que ama Feira e que pretende ver essa cidade cada vez maior e melhor.

O que o nosso leitor e o eleitor de Carlos Geilson devem esperar desses próximos três anos e quatro meses do deputado Carlos Geilson na Assembléia Legislativa?

CG – Mais dedicação, mais trabalho, mais empenho, mais compromisso e, com mais traquejo, poder continuar justificando essa votação expressiva que o povo da Bahia e em especial de Feira e da Bahia me concedeu.

 
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Enviado por Rafael Velame - 13.8.2011 | 20h04m
A lição de Colbert

Por Gerson Júnior*

O filósofo Aristóteles deixou um grande legado à sociedade moderna. Talvez não tivesse a vaga ideia de como suas palavras repercutiriam milênios a frente. Independente das suas preocupações sociais a preocupação com seu filho, Nicômaco é que mais me chama atenção. Como professor, educador, diante de um mundo muito pior que o experimentado pelo filófoso grego, me tira o sono a possibilidade de passar pela vida de tanta gente, leia-se alunos, e não deixar nada que venha a orientá-los a serem melhores. 

Em sua famosa obra “Ética à Nicômaco” Aristóteles assume o pedagógico papel de um pai, realmente, preocupado com a educação de seu filho. Nicômaco experimentou a explanação de conceitos variados, como amizade, amor, liberdade, felicidade e tantos outros, que nas palavras de seu pai lhe fariam um homem diferente.

Acabei de ler, por indicação do amigo Rafael Velame, o brilhante texto do Dr. Eduardo Leite intitulado “A dignidade algemada” onde o mesmo faz uma apologia da pessoa, que se confunde com o político, Colbert Martins Filho. Digo que se confunde pois, nada mais anormal hoje do que se ter uma só cara. O que conheci de Colbert como pai de antigos alunos, como frequentador de círculos de amizade em comum, como pessoa foi o que sempre observei no homem político.

Voltando ao texto do Dr. Eduardo. Me emocionei e  me inspirei com as palavras de defesa e com o testemunho de ações do homem-político Colbert. A prova dessa inspiração é estar aqui escrevendo. Mas esse texto tem uma missão: explicar e exemplificar ao meus jovens alunos o que uma vida ética pode representar. Se tivesse um título seria “Ética de Colbert”.

Quando as fotos, as notícias da prisão do nobre e respeitado homem-político feirense surgiram na internet em uma velocidade anormal foi um balde de água fria no coração daqueles, que como eu, ainda acreditam que o Brasil, tem solução. Me admirou mais ainda foi a velocidade ainda maior das menções de apoio, de carinho, de defesa à essa mesma pessoa.

Quando acreditavam estar malhando um judas, que trai a politicalha brasileira por se manter fora da corrupção, quando acreditavam estar detonando a imagem de uma pai de família e cidadão considerado exemplar, a frágil ação do Ministério Público e da Polícia Federal viu surgir em lado oposto uma forte ação em defesa daquele que nos orgulhamos em ter como homem-político feirense.

Quando a oposição achou que se livraria daquele que nas últimas eleições tem se tornado a fiel da balança da ética e da lisura; que as denuncias ainda infundadas mostrariam a fragilidade de Colbert, manchariam a sua imagem, puderam constatar a força da Ética. A defesa que se faz de Colbert é a defesa da ética. Essa é maior que o homem. É maior que os tempos.

Aos meus queridos alunos, amigos, desejo que vocês aprendam muito com esse episódio. Saibam que quando as injustiças se levantarem diante de vocês, num mundo onde a velocidade da notícia e seu alcance parecem tornar qualquer possiblidade de defesa ineficiente, restará a  vocês a admiração daqueles que, talvez, vocês nem conheçam, daqueles que vocês nem saibam o nome, daqueles que nem contato com vocês têm. Restará a vocês o apoio e a defesa daqueles que enxergam em vocês os valores inerentes ao homem-social.

Sejam éticos e nas crises vocês não cairão, ressurgirão mais fortes.

Obrigado ao Dr. Colbert, por me fazer entender, na prática, aquilo que os livros não me ensinaram tão bem.


*Gerson Júnior é professor de Química dos colégios Acesso e Helyos.

Twitter: @Gersinhojr

 
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